A 24ª fase da Operação
Lava Jato investiga a relação do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva e seus familiares com empreiteiras envolvidas no
esquema de corrupção da Petrobras. O Ministério Público Federal (MPF) e a
Polícia Federal (PF) encontraram indícios de que Lula recebeu vantagens
indevidas, como um apartamento e reformas em imóveis, além de doações e
pagamentos por palestras via Instituto Lula e a empresa LILS Palestras, que
pertence ao ex-presidente.
O
MPF diz que o instituto recebeu de empreiteiras R$ 20 milhões em doações e que
a LILS Palestras recebeu R$ 10 milhões. Investigadores querem saber se os
recursos vieram de desvios da Petrobras e
se foram usados de forma lícita. Parte do dinheiro foi transferido do Instituto
Lula para empresas de filhos do ex-presidente, e o MPF apura se serviços foram
de fato prestados.
Entenda as suspeitas contra Lula
“São realmente, que nós sabemos,
[empresas] que caracterizavam o núcleo duro do cartel que dilapidou o
patrimônio da Petrobras. Isso deve ser investigado com o aprofundamento das
investigações”, disse o procurador Carlos Fernandes Santos Lima, em entrevista
coletiva em Curitiba, nesta sexta-feira (4).
"Os favores são muitos e
são difíceis de quantificar", disse ele, sobre relação do ex-presidente
com as empreiteiras. "Não há nenhuma conclusão no momento, mas os
indicativos eram suficientes."
O Instituto Lula nega
envolvimento do ex-presidente em irregularidades apuradas na Lava Jato e diz
que ele nunca cometeu qualquer ilegalidade (confira nota ao final do texto).
Correio 24 horas


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