Cientistas podem precisar de
até três anos para determinar se uma vacina contra o Zika vírus é efetiva,
explicou, nesta terça-feira (3), o diretor do Instituto Nacional de Alergias e
Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID), Anthony Fauci. No cenário mais
otimista, a vacina poderá ficar pronta no início de 2018. Em
entrevista coletiva realizada na Organização Pan-Americana de Saúde (OPS),
Fauci revelou que os primeiros testes da imunização em humanos terão início em
setembro, em 80 pessoas. Se a vacina provar ser segura e eficaz, o instituto
pretende avançar para o que ele chamou de "fase 2 B" do estudo,
"em um país com taxa elevada de infecção".
"Se
no início de 2017 ainda tivermos grandes surtos na América do Sul e no Caribe,
podemos mostrar que é eficaz ou não dentro de um ano", disse o
especialista. Fauci explicou que a rapidez
com que o vírus se espalha nas comunidades que participam nos estudo é um fator
crítico para o desenvolvimento da pesquisa. Uma incidência mais elevada torna
mais fácil o recolhimento de dados. No entanto, caso essa incidência do vírus
baixe, por fatores externos, o estudo pode levar mais tempo para ser
finalizado.
"Se
isso acontecer quando os ensaios de eficácia da vacina Zika começar, pode
demorar até três anos para mostrar se ele funciona ou não", disse. Sylvain
Aldighieri, gerente de Incidentes para Zika da OPS, disse que, até à data, a
pandemia Zika afetou 37 países e territórios. "Cerca
de 500 milhões de pessoas nas Américas estão em risco de serem infectadas pelo
Zika vírus", estimou Aldighieri.
Por
enquanto, o diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos
EUA está usando fundos dedicados para o estudo de outros vírus transmitidos por
mosquitos enquanto espera a designação dos US$ 1,9 bilhão prometidos pelo
governo do presidente do país, Barack Obama.
Terra
Brasil

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