Poucas horas após o mais violento
ataque da história francesa desde a Segunda Guerra Mundial, imagens da
madrugada deste sábado (14) mostravam uma Paris quase deserta – algo bastante
sintomático para aquela que é uma das mais boêmias metrópoles do mundo.
Relatos dão conta de que as poucas pessoas que tentaram sair às ruas foram orientadas pelos mais de 1.500 soldados que tomaram a cidade a se recolherem – mesmo pedido da prefeitura parisiense e da polícia desde o início dos ataques que deixaram mais de 120 mortos e um rastro de feridos na noite desta sexta-feira (13).
A França amanhece em estado
nacional de emergência pela primeira vez desde 2005 – o decreto permite às
autoridades a fechar espaços públicos, impor toque de recolher e restrições à
circulação de veículos e pessoas. Embora suas fronteiras tenham sido
fechadas, serviços de trem, como o prestado pela Eurostar entre Paris e
Londres, devem ser mantidos. Pelo Twitter, a empresa confirmou que as viagens
continuarão, mas ofereceu aos passageiros a possibilidade de remarcar seus
tickets.
Segundo o Ministério das Relações
Exteriores, os aeroportos ficarão abertos e operando. Já escolas e
universidades da região de Paris amanheceriam fechadas, diziam as agências de
notícias Em meio a informações ainda desencontradas
sobre o número de vítimas e de autores dos ataques mortos, um promotor afirmou
a jornalistas que cúmplices dos atentados ainda poderiam estar à solta. Até a publicação deste texto,
nenhum grupo havia reivindicado os ataques. Relatos apontavam que oito dos
autores haviam morrido, sete deles após acionarem cintos suicidas.
O clima de insegurança chegou aos
Estados Unidos, onde algumas grandes cidades, como Nova York, afirmaram que
reforçariam sua vigilância nos próximos dias. A Bélgica anunciou um aumento no
controle de suas fronteiras, especialmente a que a liga com a França. Ao falar com a imprensa do lado de
fora da casa de shows Bataclan, cenário de maior parte das mortes, o presidente
francês, François Hollande, classificou os atentados como “uma abominação e um
ato bárbaro” e disse que o país travará uma luta “sem misericórdia” contra os
“terroristas”. Ele cancelou sua viagem à Turquia, onde participaria do encontro
do G20.
Líderes mundiais, como presidente
norte-americano, Barack Obama, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron,
prestaram solidariedade e ofereceram ajuda à França.
Terra

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