O governo
da Áustria decidiu
nesta terça-feira (5) que a repetição do segundo turno da eleição presidencial
de 22 de maio, anulada pelo Tribunal Constitucional por irregularidades, vai
acontecer em 2 de outubro.
Decisão foi anunciada
pelo chanceler federal austríaco, Christian Kern, e o vice-chanceler, Reinhard
Mitterlehner, após a reunião do conselho de ministros, segundo a agência
austríaca "APA". A data tinha sido proposta horas antes pelo ministro
do Interior, Wolfgang Sobotka, e, após ser aprovada pelo gabinete, requer agora
a aprovação do Parlamento, que espera que seja apenas uma mera formalidade.
Mitterlehner
ressaltou a importância da não repetição dos "erros" que levaram o
Tribunal Constitucional na sexta-feira a anular o resultado e ordenar nova
votação. "Foram erros meramente técnicos, que poderiam ter sido evitados
sem problemas", disse o vice-chanceler, que, por outro lado, destacou a
necessidade de a "Organização para a Segurança e Cooperação na Europa
(OSCE) enviar observadores à eleição.
Anulação
Os 14 juízes do Constitucional deram a razão ao ultranacionalista Partido Liberal da Áustria (FPÖ) e seu líder, Heinz Christian Strache, que pediram a impugnação do resultado da votação na qual seu candidato, Norbert Hofer, perdeu com 49,65%, contra 50,35% do ecologista Alexander Van der Bellen. O Alto Tribunal interrogou 90 testemunhas, entre eles representantes regionais e locais de mesas eleitorais de todo o país, muitos dos quais reconheceram que não tinha sido cumprida ao pé da letra a lei eleitoral, sobretudo no momento e na forma de contar os votos depositados pelo correio.
Os 14 juízes do Constitucional deram a razão ao ultranacionalista Partido Liberal da Áustria (FPÖ) e seu líder, Heinz Christian Strache, que pediram a impugnação do resultado da votação na qual seu candidato, Norbert Hofer, perdeu com 49,65%, contra 50,35% do ecologista Alexander Van der Bellen. O Alto Tribunal interrogou 90 testemunhas, entre eles representantes regionais e locais de mesas eleitorais de todo o país, muitos dos quais reconheceram que não tinha sido cumprida ao pé da letra a lei eleitoral, sobretudo no momento e na forma de contar os votos depositados pelo correio.
Outro fator levado em
conta foi o vazamento antes do fechamento das urnas de resultados parciais,
especialmente pelos meios de comunicação, o que teoricamente também pode ter
afetado a votação. A taxativa proibição a partir de agora a filtrar esses
dados, atrasará previsivelmente a publicação de um cálculo confiável sobre o
possível ganhador, como fez a televisão pública "ORF" imediatamente
depois do fechamento dos colégios eleitorais às 17h local.
Os observadores
políticos esperam que se repita a apertada disputa pela chefia do Estado da
Áustria entre o eurocético Hofer e o europeísta convencido Van der Bellen, pois
a diferença de votos entre ambos em maio foi de apenas 31 mil votos. O
presidente em fim de mandato do país, Heinz Fischer, deixa o cargo na próxima
sexta-feira e suas funções serão assumidas de forma interina pelos três
presidentes do Parlamento austríaco, entre eles o próprio Hofer (que é o
terceiro presidente da Câmara).
Globo.com

Nenhum comentário:
Postar um comentário