Cesáreas; e para mulheres que ficaram
cicatriz vertical no útero por causa de uma cesárea anterior. O secretário de
Atenção à Saúde do governo diz que o médico, obviamente, tem autonomia para
avaliar e decidir o que é melhor para a mãe e para o bebê na hora do parto, mas
lembra que uma cesariana feita sem necessidade pode provocar danos à saúde do
bebê, aumentar os riscos de problemas respiratórios e até de mortalidade.
“O que nós estamos querendo fazer na
publicação desse protocolo é alertar a sociedade médica, alertar a sociedade em
geral de que nós estamos ultrapassando um número razoável de cesarianas e de
indicações desnecessárias – aumentando, sim, o risco tanto de mães quanto de
bebês”, explica o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto
Beltrame.
A boa notícia é que em alguns lugares
essa cultura já começou a mudar. No município de Itapetininga, em São Paulo, de
2014 para 2015, o número de partos normais subiu de 49% para 51%. Na rede
particular, a mudança começou com um curso oferecido às mães que mostra os
benefícios do parto normal. Nos
hospitais públicos, enfermeiras orientam as mães e falam sobre os riscos da
cesariana.
“A gente não diz que é um parto, a
gente diz que é uma cirurgia de grande porte, que veio pra salvar vidas da mãe
e do bebê. Então, quando ela é indicada, ela supera os riscos. Agora, quando
não indicada, os riscos são muito maiores do que o benefício”, conta a
enfermeira Carolina Costa.
É uma cultura que tem que mudar. A
Agência Nacional de Saúde Suplementar, a ANS, informou que o projeto Parto
Adequado, desenvolvido em 42 hospitais do país, conseguiu aumentar de 20% para
27% a taxa de partos normais entre os participantes no prazo de seis meses.
Via:
G1

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