
O Ministério da Saúde começou a distribuir as primeiras doses da vacina contra a gripe para alguns estados que pretendem adiantar a campanha de vacinação, marcada para começar oficialmente no dia 30. O que motivou a decisão foi a antecipação do surto da doença, que assusta principalmente São Paulo. Neste ano, foram confirmados, em todo o país, 444 casos de infecção pelo vírus H1N1. O total de mortes chega a 71, incluindo uma em Brasília, confirmada ontem (leia mais no caderno Cidades).
A presidente da Sociedade Brasileira
de Imunizações (Sbim), Isabella Ballalai, explica que a vacina oferecida pelo
sistema público sofreu uma mudança este ano em relação a 2015. Ela oferece a
mesma proteção contra o H1N1 que a anterior, mas combate subtipos diferentes
dos vírus H3N2 e influenza B. Dessa forma, a dose antiga pode ser útil contra o
surto atual — tanto que São Paulo a adotou de maneira emergencial. Mas esses
pacientes que estão recebendo a vacina antiga agora deverão voltar aos postos
para a dose atualizada. O intervalo recomendado entre uma e outra é de 30 dias.
Há essa necessidade porque, de um ano
para outro, a vacina da gripe é alterada de acordo com as recomendações da
Organização Mundial da Saúde (OMS), que leva em consideração os subtipos de
vírus mais comuns em cada hemisfério no período. Professor da Faculdade de
Ciências Médicas de Minas Gerais, o pediatra e epidemiologista José Geraldo
Leite Ribeiro lembra ainda que as vacinas de gripe têm eficácia de 6 meses a um
ano, dependendo da reposta do indivíduo à imunização. “Mesmo que a vacina
oferecida em 2016 fosse idêntica à de 2015, seria necessário repetir”, reforça.
Correio Brasiliense
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